
Não existem soluções fáceis ou baratas para a questão da desigualdade social, pois seu combate esbarra em dificuldades estruturais como o modo de produção capitalista. Isso significa que devemos encará-la como um conjunto de diversos problemas elementares que juntos passaram a afetar a maior parte da população brasileira.
O relatório do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), publicado em 2009 sobre a tributação nacional, mostrou como é injusta a distribuição de renda no Brasil e porque ela é considerada uma das piores do planeta. Entre as razões apontadas para a grande concentração de renda está a estruturação dos impostos e o baixo salário mínimo presentes no país.
Segundo o relatório, pessoas que ganhavam até dois salários mínimos em 2004 gastaram 48,8% da renda no pagamento de impostos de produtos e serviços, enquanto o peso da carga tributária para quem ganhava mais de 30 salários mínimos correspondia a 26,3%. Outro dado apresentado que reforça o precário direcionamento dos impostos no Brasil é que dos 33,8% do PIB arrecadado em impostos em 2005, apenas 9,5% retornaram à sociedade na forma de investimentos públicos, como educação, saúde e habitação. Ou seja, o trabalhador mais humilde além de ganhar pouco se vê forçado a dar quase metade de seu salário aos cofres públicos sem ter garantia de retorno social.
Em âmbito mundial a desigualdade social também está aumentando, isso porque as reformas liberais que deveriam trazer progresso para o planeta estão funcionando de modo inverso. Um exemplo atual disso é que as exportações dos países ricos estão crescendo muito mais do que a dos países pobres. Apenas nove países (dos 194) monopolizam mais da metade de todo o comércio internacional.
Dessa forma a desigualdade social não é um problema isolado e grave somente de nosso país, mas de todo o mundo. Então imagine que cada pessoa é uma peça diferente. Se todas as peças se unirem o que parecia impossível de se resolver irá se tornar um lindo mosaico. Qual das partes desse mosaico você irá ajudar a formar?
Lembre-se: Há 1,4 bilhão de pessoas que vivem em extrema pobreza.











