sábado, 14 de Novembro de 2009

Sociedade desigual

Não existem soluções fáceis ou baratas para a questão da desigualdade social, pois seu combate esbarra em dificuldades estruturais como o modo de produção capitalista. Isso significa que devemos encará-la como um conjunto de diversos problemas elementares que juntos passaram a afetar a maior parte da população brasileira.

O relatório do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), publicado em 2009 sobre a tributação nacional, mostrou como é injusta a distribuição de renda no Brasil e porque ela é considerada uma das piores do planeta. Entre as razões apontadas para a grande concentração de renda está a estruturação dos impostos e o baixo salário mínimo presentes no país.

Segundo o relatório, pessoas que ganhavam até dois salários mínimos em 2004 gastaram 48,8% da renda no pagamento de impostos de produtos e serviços, enquanto o peso da carga tributária para quem ganhava mais de 30 salários mínimos correspondia a 26,3%. Outro dado apresentado que reforça o precário direcionamento dos impostos no Brasil é que dos 33,8% do PIB arrecadado em impostos em 2005, apenas 9,5% retornaram à sociedade na forma de investimentos públicos, como educação, saúde e habitação. Ou seja, o trabalhador mais humilde além de ganhar pouco se vê forçado a dar quase metade de seu salário aos cofres públicos sem ter garantia de retorno social.

Em âmbito mundial a desigualdade social também está aumentando, isso porque as reformas liberais que deveriam trazer progresso para o planeta estão funcionando de modo inverso. Um exemplo atual disso é que as exportações dos países ricos estão crescendo muito mais do que a dos países pobres. Apenas nove países (dos 194) monopolizam mais da metade de todo o comércio internacional.

Dessa forma a desigualdade social não é um problema isolado e grave somente de nosso país, mas de todo o mundo. Então imagine que cada pessoa é uma peça diferente. Se todas as peças se unirem o que parecia impossível de se resolver irá se tornar um lindo mosaico. Qual das partes desse mosaico você irá ajudar a formar?

Lembre-se: Há 1,4 bilhão de pessoas que vivem em extrema pobreza.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Um Brasil de quase todos

A estrutura fundiária concentrada presente no Brasil faz aumentar a exclusão social, porém a adoção de uma reforma agrária encontra barreiras nos planos governamentais.
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O Brasil tem um espaço territorial de aproximadamente 850 milhões de hectares, porém cerca de 12 milhões de trabalhadores sem terra e 32 milhões de famintos existem em nosso país. Segundo especialistas há 371 milhões de hectares prontos para a agricultura, mas apenas 14% desta terra têm algum tipo de plantação e 48% é destinada à criação de gado. Os outros 62% permanece sem qualquer tipo de produção agrícola.
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Diante dessa realidade, a reforma agrária traria soluções para o campo e para as cidades, pois com uma redistribuição de terras as famílias teriam como se sustentar no campo e não sobrecarregariam as cidades com um excedente de mão-de-obra que dificilmente consegue emprego.
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Apesar dos inúmeros benefícios que uma redistribuição de terras poderia causar, a concentração fundiária é um prática que existe desde o século XVI e que avançou com a lei das sesmarias e com a lei das terras (lei 601 de 18/09/1850). Somente em 1964, com criação do Estatuto da Terra (lei 4054 de 30/11/1964), promulgada pela ditadura militar, que se cogitou uma reforma agrária. Contudo nos primeiros 15 anos de vigência do Estatuto apenas 10 mil famílias forma assentadas. Isso acabou levando ao fracasso um projeto que poderia ter modificado a estrutura agrícola brasileira.
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Hoje a maior barreira que impede a execução de uma reforma agrária é a política agroexportadora vigente no Brasil. Pois por um lado há a questão social, mas por outro há a questão do agronegócio. Cabe aos nossos governantes saberem conciliar ambos.

sábado, 29 de Agosto de 2009

Envelhecimento da população brasileira

A população brasileira está envelhecendo devido ao aumento da expectativa de vida e a queda na taxa de fecundidade. No entanto é difícil prever quais serão as conseqüências dessa elevação de longevidade.

Segundo dados do estudo Tábua de Mortalidade, feito em 2006 pelo IBGE, as crianças que nasciam em 1960 viviam em média 56,1 anos. Com relação a 2006, o ganho foi de aproximadamente 18 anos, o que representa um aumento de quase 32,4% na expectativa de vida da população brasileira.

No decorrer dessas décadas a taxa de fecundidade também sofreu mudanças. Em 1960, dados do IBGE apontavam que as mulheres tinham em média mais de seis filhos. Porém, a partir dessa data, não parou de haver redução nos índices de fecundidade, o que levou o Brasil a atingir em 2006 a média de dois filhos por mulher.

Apesar de esses dados serem reflexos de mudanças positivas na sociedade (como a maior disseminação de métodos contraceptivos, a participação da mulher no mercado de trabalho, a melhoria no acesso a serviços de saúde, entre outros), eles causam preocupações. A principal delas refere-se à Previdência Social, um direito que consta no Artigo 201, Seção III Da Previdência Social, na Constituição da República Federativa do Brasil. Essa lei garante a todos os homens e mulheres que possuírem 65 anos e 60 anos ou mais, respectivamente, a se aposentarem.

Porém devido ao número cada vez menor de jovens para sustentar um número cada vez maior de idosos a Previdência Social está a beira de um colapso. O governo necessita reformular seus orçamentos e abrir um programa de incentivo ao crescimento. Quem sabe dessa forma ele poderá segurar o déficit na Previdência Social e equilibrar novamente a taxa populacional.

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Perdura a indiferença com os jovens

Os jovens ainda permanecem esquecidos perante a sociedade e o governo. Isso é comprovado pelas altas taxas de analfabetismo e homicídios encontradas nessa faixa etária.
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Segundo dados do Índice de Desenvolvimento Juvenil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma queda nos índices de analfabetismo. Em 2006, a taxa de analfabetismo entre jovens era de 2,4%, bem inferior ao índice registrado em 1993, de 8,2%. Porém a qualidade do ensino ainda deixa muito a desejar, pois sete milhões de jovens permanecem fora da escola.
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Esse cenário facilita a inserção dos jovens no tráfico de drogas, pois os que não conseguem um espaço no mercado de trabalho são instigados pela possibilidade de ter um capital maior na criminalidade.
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Em consequência os índices de violência também aumentam, pois os problemas de segurança estão diretamente ligados com a desigualdade existente na sociedade brasileira, sendo um deles a discrepância de escolaridade.
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Uma pesquisa elaborada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), em parceria com o Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, divulgada em 2008, aponta que o Brasil tem a quinta maior taxa de homicídio juvenil entre 83 países estudados. Isso ocorre devido termos alcançado a taxa de 51,6 homicídios para cada mil jovens.
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Cabe a nós reconhecer a gravidade da situação e promover debates sobre o assunto, pois é dessa forma que poderemos cobrar do governo medidas que possam aumentar as condições de vida da juventude brasileira.

terça-feira, 23 de Junho de 2009

Ligeiro lentamente


O ócio não me aborrece como outrora fazia.
Está tudo ligeiro lentamente.

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- A nostalgia a procura do enlace -
- Palpitações que clamam pelo próprio sustento -
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Vislumbrei
Não muito distante
O ensejo.
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- Pode vir mais pra perto!
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Após te aguardar por tanto tempo
Espero
Que se sinta a vontade.
Foto: H.Ralf

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Abundância e escassez

Formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, a água é um dos principais elementos da vida. Mas apesar do elevado grau de dependência que apresentamos com essa simples molécula, a população não analisa as conseqüências da má utilização para a atual e futura geração do planeta.

Enquanto algumas pessoas desfrutam desse bem com absoluta ignorância, outra parcela convive com a sua escassez. É alarmante o fato de um norte-americano poder gozar de até 650 litros de água por dia ao passo que uma família inteira do continente africano não tem disponível 20 litros para suas necessidades básicas diárias.

Dados do Programa para o Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas mostram que a água existente em nosso planeta poderia ser dividida entre todos os 6,7 bilhões de habitantes, cada um recebendo 570 bilhões de litros por dia, durante 75 anos. Mas devido ao mau aproveitamento, a distribuição irregular, a demanda cada vez maior e à falta de saneamento, a água está sendo a cada dia mais disputada.

Se até o Brasil, país rico em recursos hídricos, lida com racionamentos em diversas cidades quando uma forte estiagem assola uma extensa área de nosso território, países que não possuem essa vantagem natural convivem com conflitos diretos na busca de uma quantidade capaz de garantir a sua sobrevivência. Um exemplo é a Nigéria, onde a tensão se torna crescente a cada litro de água que não se tem.

Uma conscientização global precisa ser adotada, pois a água, mesmo sendo renovável e tendo sua quantidade constante, não se mantêm necessariamente inesgotável e de boa qualidade. Políticas de saneamento e um gerenciamento preciso necessitam fazer parte de nosso cotidiano para que possamos garantir novamente um ecossistema auto-suficiente, pelo menos no ciclo hidrológico.
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Foto: Óliver

sábado, 11 de Abril de 2009

Impossível não é

A cada dia que passa fica mais perceptível o evidente aumento nos indicadores da criminalidade de nosso país, principalmente nas grandes cidades brasileiras.

Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, apresentaram durante a década passada taxas de homicídios semelhantes à de países onde existe guerra civil.

Dados apontam que a maioria das vítimas é jovens, na faixa etária entre 14 e 25 anos, negros, do sexo masculino e moradores de áreas que apresentam indicadores de grande vulnerabilidade social. Trata-se de pessoas que não recebem nenhuma política igualitária. Povo que se vê largado à própria sorte, precisando arriscar a vida no trafico para poder comer.

O governo, que antes não se importava com a situação, passou a enxergar o problema graças ao desfalque que teve nos cofres públicos com profilaxias do tema. Os custos da criminalidade para a sociedade estão sendo exorbitantes. Estimativas conservadoras indicaram que eles chegaram a 5% do PIB do Estado do Rio de Janeiro em 1995, 2,3% do PIB do Estado de São Paulo em 1997 e 4,1% do PIB do Estado de Belo Horizonte em 1999.

Não obstante, no relatório da ONU sobre execuções arbitrárias, sumárias ou extrajudiciais, elaborado pelo relator Philip Alston, consta que o Brasil possui uma das maiores taxas de homicídio do mundo. São 25 homicídios para cada 100 mil habitantes, enquanto a média mundial não chega a nove (sem incluir mortes relacionadas às guerras).

Entre soluções indicaria os passos de um país que já esteve em situação alarmante e que na década passada apresentou atrativos para fisgar capital internacional para aplicá-lo em sua economia; a Colômbia.

As cidades de Medellín e Antioquia, que já presenciaram guerras civis e contra o narcotráfico, e que já tiveram uma taxa de 381 homicídios para cada 100 mil habitantes, comemora a queda de 351 mortes em sua média, apresentando-se abaixo das estatísticas de homicídios do Estado do Rio de Janeiro, que chega a 40 mortes.

O crescimento que Medellín e Antioquia estão colhendo está sendo possível graças a uma repressão jamais vista do narcotráfico, desmobilização dos paramilitares, reaparelhamento e renovação da política e projetos eficientes de intervenção social.

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Se o nosso governo poderá atingir medidas rígidas e profunda dessa forma é difícil prever, mas ao menos o governo colombiano já provou nas terras dele que impossível não é.
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sexta-feira, 3 de Abril de 2009

O sorriso dos olhos teus

Olhar.
Apenas isso me digno capaz.
– Como outrora fiz –
Sorriso dos olhos
quais me desfaço.
Assim, deixo de lado
as vogais e consoantes.
Tudo!
Sem piscar
para não te perder
de vista.
Da vestimenta
do sorriso
dos olhos teus.
Aquele jeito
– Puramente seu –
de me viciar em seus
encantos.
Nesse infinito

que me faço.
Onde nossos sorrisos, simples e repentinos, se completam.

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Caso complexo

Ao contrário, do que a maior parte da população acredita, o bullying pode ocorrer em qualquer situação na qual seres humanos passam a interagir uns com os outros. Isso torna seu combate um caso complexo, pois precisa de uma ação conjunta da população, do estado e de uma reavaliação de nossa legislação.
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Pesquisas sobre a prática de bullying foram ampliadas somente depois que casos foram divulgados na mídia. Um exemplo é o que ocorreu com Jeremy Delle. O estudante se matou em oito de janeiro de 1991, na cidade de Dallas, nos Estados Unidos, na frente da professora e dos alunos. Foi a única forma que ele encontrou para se livrar dos atos de perseguição que sofria constantemente.

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Devido ao aumento, e a repercussão que casos como o de Jeremy tiveram, alguns governos passaram a se envolver no assunto tentando desenvolver medidas de combate ao bullying. Dentro desse contexto está o governo europeu, que até criou leis e penas para quem exercesse esse tipo de preconceito diferenciado. O governo brasileiro, porém, nenhuma medida concreta apresentou. Ele apenas deixou o caso escondido em mais uma pauta.
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Apesar de o governo brasileiro estar "nadando contra a maré", alguns brasileiros não estão. É o caso de Cléo Fante, uma das pioneiras a estudar o bullying no Brasil, e autora do livro "Bullying Escolar". Nele ela relata: "É uma das formas de violência que mais cresce no mundo".
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Mesmo depois de diversos estudos alcançados, a legislação brasileira precisa de reformas urgentes relacionado a esse tema. Um exemplo é o quinto artigo de nossa Constituição Federal que diz: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...)", porém ele só traz uma lei sobre crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
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Todos esses fatores apresentados reafirmam o quanto um preconceito considerado simplista, e até desconhecido, pode apresentar problemas sérios e de difícil solução. Cabe a todos procurar informações, promover combates ao bullying e a qualquer outro tipo de preconceito.
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sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Preconceito esportivo e sua involução

As mulheres, desde os primeiros jogos olímpicos, eram proibidas de participar e até mesmo de assistir a disputas esportivas. O sexo feminino era dito como frágil e, como todos os esportes, eram visto como violentos, a exclusão da mulher era considerada certa.

O Barão Pierre de Coubertin, presidente do Comitê Olímpico Internacional, em 1912, também não fazia nenhuma questão da participação feminina nas Olimpíadas. Ele relatou em seu tratado “Princípios filosóficos do olimpismo moderno”, de 1936, a sua opinião referente à exclusão das mulheres das olimpíadas. Em discursos públicos ele sempre frisava que “os jogos olímpicos são a exaltação solene e periódica do esporte masculino”.

Apesar de muitas contrariedades, as mulheres lentamente foram superando os preconceitos. Foi em Los Angeles, no ano de 1932, que a primeira mulher participou dos jogos olímpicos representando o Brasil. A nadadora de nome Maria Lenk, com idade de 17 anos, nem fazia idéia do marco que sinalizava no âmbito de competição olímpica nacional.

Nos anos seguintes, as mulheres foram conquistando cada vez mais espaços dentro de um território que era exclusivamente masculino. Várias renúncias ocorreram inclusive a do Barão Coubertin, que desistiu da presidência do Comitê Olímpico Internacional devido a pressões do movimento feminista.

Apesar de diversos avanços alcançados na década 20, foi somente na década de 40 que as mulheres começaram a participar de esportes tipicamente masculinos, como o futebol. Desse modo, vagarosamente as mulheres eram incluídas no âmbito esportivo, derrubando barreiras e dificuldades apresentada por todos.

Vale ressaltar que até hoje a participação feminina em vários esportes (inclusive o xadrez) é observada, por alguns homens, com olhos de pré-juízo, principalmente quando mulheres e homens englobam a mesma categoria. Apesar disso, muitas mulheres se mostram firmes nesta disputa não somente esportiva, mas também contra o preconceito.

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

O caminho está coberto de lama, mas a fogueira permanece acesa no fim do túnel. Os ratos fedem ao redor. O suspiro vem. A lágrima escorre pela pele pálida. Os braços se crucificam na busca do Deus capaz de tudo. A ida é como a da água que grita após a enxurrada e os buracos que antes pareciam intermináveis agora não enganam mais. Os olhos vêem, mas não percebem. Está tudo tão escuro. Está tudo tão claro. Abandonar as raízes deste terreno e ir buscar novas terras já não é mais imprescindível.

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Vocês



Oi.
Vocês podem me ouvir?
Serão só alguns minutos do precioso tempo que vocês possuem.
Por favor, poucos minutos.
É! Só isso que lhe peço.
Um tempo que vocês já poderiam ter me dado.


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Chamo-me... Ah, não há necessidade de apresentações. Vocês já me conhecem muito bem. Ou não?
Acho que eu preciso de um psicólogo. Não deve ser normal uma adulta, de 16 anos, ter necessidade de falar vocês.

Fiquei pensando em uns tempos há atrás. De como isso não existia. Lembrei das festas de aniversário, das comemorações em família. Era tudo tão normal. Eu me sentia uma pessoa mais calma, uma pessoa que eu via no espelho e falava “Essa sou eu”.

Eu brincava como todas as crianças da minha idade. Corria. Sujava-me. De repente nem falar alto ou dançar em festas eu não faço mais. Esta tudo tão sério. Até as metas que eu dou para mim me assustam. Cadê a minha adolescência andando no shopping com os amigos e fuxicando sobre as pessoas alheias?

Agora, em tempos atuais, eu fico refletindo sobre as coisas mais naturais possíveis que eu não vejo mais.

Deve ser comum vocês ganharem um abraço do próprio pai, não é? A última vez que me lembro de ter ganhado um foi quando eu fiz uma de minhas viagens, há quase 2 meses.

Vocês não querem poder fazer e terminar suas coisas sem que alguém fique ordenando a melhorar isso, a melhorar aquilo, no meio do caminho? Eu também desejo isso. Ou será que eu nunca faço nada como vocês vivem dizendo?

Não quero mais ficar escutando vocês conversarem sobre vocês mesmos. São sempre reclamações. Não quero mais ver as mudanças que vocês têm quando saem. Em todos passam a predominar um sorriso. O teatro de união fica tão agradável para os outros olhares.

Às vezes penso que eu estou saturada de coisas superficiais, pois há muitos vocês que são piores. Que fazem as pessoas, os seus “eu” ficarem ainda mais obstruídos.

Sabe, hoje eu percebo que eu daria tudo que eu tenho de material para ter um convivência mais feliz e harmônica com vocês. Será esse um sonho meu tão distante?

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Espere


Espere por mais um segundo.

A folha esta prestes a abater-se.
O inverno a se transformar em primavera.
A gota d’água a sucumbir-se.
O ar a se encontrar em meus pulmões.
A melodia a expirar-se.
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Para as minhas mãos se completarem.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

De repente


De repente
vieram
até mim
sentimentos
decifrados
Um
quebra cabeça
quase
montado
querendo
ser
mostrado
Para quem
eu amo tanto.
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Foto: Sérgio.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Cousas do Português

Dois funcionários, ao pegarem o ônibus para irem ao trabalho, se atrasaram.
Quando chegaram ao serviço, um de cada vez foi à sala do chefe para se explicar.

O primeiro falou: - Cheguei atrasado, porque eu vim de ônibus.

O patrão o liberou e pediu para que ele chamasse seu colega.

O segundo falou: - Cheguei atrasado, porque eu venho de ônibus.

O patrão o demitiu.
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(...)

sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Novo blog

Decidi dividir os meus pensamentos, para isso, criei um novo blog; 64 casas.
Nele ficarão todas as minhas publicações de xadrez de agora em diante. As que existiam aqui sobre xadrez eu também já passei tudo para lá, por isso não estranhem a “repetição”, logo que todos levam a verdadeira data publicação em seu titulo.
O vidasemcoerência não deixará de existir, mas nele serão publicado somente os meus pensamentos aleatórios!

Espero que gostem e o visitem assim como fazem com este!